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quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Anti-dengue

Café, a nova arma contra o mosquito da dengue!

Matéria publicada recentemente no "Jornal do Commercio", do Rio de Janeiro, vem sendo distribuída via e-mail para todo o Brasil e dá conta de uma receita para o combate da dengue dita como prosaica, mas eficiente, pois não envolve venenos perigosos à saúde humana e dos animais que conosco dividem o ecossistema urbano.
O mosquito Aedes aegypti pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos chachins, dentro das folhas das bromélias, etc. Quem descobriu este efeito anti-Aedes da borra foi uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp , Universidade Estadual de São Paulo, campus de São José do Rio Preto, durante a pesquisa da sua tese de mestrado - orientada pela professora Hermione Bicudo .

Revolução

O estudo demonstrou cientificamente, que, em quantidades adequadas, a borra do café bloqueia o desenvolvimento da larva do Aedes aegypti. Parece uma panacéia mas não é, destaca a bióloga: a borra de café pode revolucionar o combate ao inseto, tornando-se uma poderosa arma contra a doença. A novidade adquire maior importância no momento em que o Brasil, já assolado pelas dengues dos tipos 1 e 2, prepara-se para o crescimento do número da casos da dengue tipo 3, sorotipo mais ligado à forma hemorrágica, que tem alta letalidade.
Os especialistas em saúde pública, entre eles os médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra Laranja, uma vez que além da ameaça da dengue 3, possível de acontecer devido as fortes chuvas do verão, surge outra ameaça, proveniente do exterior,a dengue tipo 4. Conforme explica a bióloga , 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueiam o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.
Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.
A solução com cafeína pode ser substituída por duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda. A solução pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas. Inseticida natural, serve também como adubo. Como Alessandra Laranja explica, o Aedes se desenvolve mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas. Desenvolve-se também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus, garrafas, latas, caixa d'água etc).
"A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", destaca a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.

Organofosforados

Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é o da aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas. Estes inseticidas são os do ¿fumacê¿ e do líquido usados pelos técnicos em saúde pública. A bióloga discorda da utilização destes inseticidas: "A borra de café, além de ter custo zero, não é tóxica nem prejudica as plantas, podendo servir até como adubo". A pesquisa já foi apresentada à Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) do Estado de São Paulo e à Vigilância Sanitária federal. A Prefeitura de São José do Rio Preto foi a pioneira na campanha de difusão da informação sobre a borra de café como veneno contra o Aedes. Naquele município estão sendo distribuídos folhetos explicativos sobre o uso da borra.
A borra de café, produzida diariamente em praticamente todas as casas, tem custo zero. O único trabalho é o de colocá-la na água ou jogá-la sobre o solo do jardim e quintal.
Os testes realizados em laboratório comprovaram que a borra de café é uma arma muito eficiente contra o mosquito transmissor da dengue. Impede a postura, e quando esta ocorre, o desenvolvimento dos ovos daquele mosquito.

Fonte: Anestesiologia

postado por Ricardo Moraes | 07:07 | 0 Comentários |
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